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Moda Ecológica, a nova tendência de consumo

Novas tendências de consumo levam grandes marcas a adotar a produção sustentável, ética e reutilizável

Os consumidores vêm adquirindo novos hábitos e rotinas cujo foco é a preservação do planeta e suas reservas naturais. Em agosto de 2019 foi firmado em Biarritz, na França, o Fashion Pact, ou Pacto da Moda, em reunião paralela ao G7, que reúne os sete países mais ricos do planeta. Mais de 150 marcas de moda e luxo se comprometeram a buscar práticas mais sustentáveis, entre elas zerar as emissões de gases do efeito estufa até 2050, restaurar a biodiversidade e preservar a vida nos oceanos.

 

A iniciativa inédita propõe praticar mais os princípios da economia circular. É importante entender que “moda sustentável” é diferente de “moda ética” ou “moda reutilizada”.

Moda sustentável diz respeito ao meio ambiente em termos de materiais e processos produtivos. Pode aparecer diversas formas, como em tecidos orgânicos, corantes naturais, fibras recicladas, redução do uso de recursos como água e energia, embalagens ecológicas, entre outros.

Marca de fraldas reutilizáveis

Moda ética, também chamada de moda responsável ou moda de comércio justo, está comprometida com os direitos dos trabalhadores e da luta contra o trabalho infantil.

Há outras iniciativas, como a Moda de Brechó, que é uma resposta à produção excessiva de roupas ou, ainda, a “Moda lenta” ou Slow Fashion, que preza pela atemporalidade, qualidade e durabilidade das peças. A Upcycling, que é o método de transformar materiais que já existem em produtos novos com maior valor agregado, como por exemplo, marcas que utilizam nylon de guarda-chuvas para forros de bolsas, ou retalhos de jeans que se transformam em novas peças exclusivas como calças e jaquetas.

Pesquisa da Nosto diz que 73% das pessoas consideram o uso de materiais renováveis e recicláveis uma área importante para a visibilidade das empresas de moda. Porém, usar apenas materiais naturais pode tornar a marca sustentável, mas não necessariamente ética.

Isto porque a ética é a forma como os produtos são fabricados, se existe reponsabilidade social e ambiental durante o processo, como por exemplo, não envolver trabalho infantil ou escravo na mão-de-obra; se o algodão é orgânico, ou seja, não usa os mesmos pesticidas nocivos que o algodão convencional. Além disso, a produção não tem o mesmo impacto negativo nas fontes de água e não utiliza sementes geneticamente modificadas.

E vai mais longe. A forma como a empresa trata os seus colaboradores também é importante para se enquadrar no conceito da ética, bem como a estrutura física de trabalho. Água, energia e papel devem ser usados de maneira racional no dia a dia.

O universo infantil e o meio ambiente

Nascidos no meio de uma crise ambiental, com ecossistemas se deteriorando, alimentos com cada vez mais químicos e intensas mudanças climáticas, as crianças e pré-adolescentes vem tomando para si o compromisso de melhorar o mundo e promover um futuro melhor.

Assuntos como mudanças climáticas e sustentabilidade não são mais novidade para elas, que não irão mais tolerar os erros sucessivos dos adultos.

Segundo pesquisas da Wunderman Thompson, 67% das crianças entre 6 e 9 anos diz que salvar o planeta vai ser o foco do seu trabalho quando crescerem, enquanto 51% querem um trabalho onde possam usar a tecnologia para fazer a diferença.

No que diz respeito à moda infantil, diversas marcas sustentáveis tem sido criadas para suprir a necessidade de peças que, não só sejam confortáveis para os pequenos, mas que tragam benefícios para o planeta.

O algodão orgânico e o linho são especialmente importantes, muitas vezes trazendo peças confeccionadas a mão por profissionais locais, o que valoriza ainda mais os produtos.

Mais do que apresentar suas “credenciais verdes” na peça, a ideia é fazer com que o consumidor, tanto os pais quanto as crianças se engajem com seu produto de forma mais profunda.

A marca Coq En Pâte, por exemplo, desenvolveu estampas com animais em extinção e, em seu site, é possível encontrar informações sobre cada um deles junto às peças. Além disso, ao adquirir o produto, parte dos lucros é direcionada para programas de educação para crianças e de conservação da vida selvagem.

Brasil

No Brasil, o debate sobre o consumo de roupas equilibrado e responsável vem crescendo. O país é o quarto maior produtor de confecção do mundo. Além das bases têxteis, propostas feitas a partir de aparas e retalhos, bem como de materiais recicláveis, como as garrafas PET, chamam a atenção no mercado.

Marcas como a PUC, da catarinense Cia. Hering, trazem em seu site suas atividades e processos, além de focar no desenvolvimento de materiais como a Malha Amiga, que é desenvolvida com até 40% menos água que as bases tradicionais.

Vale destacar que além do vestuário, calçados, bolsas e acessórios voltados para o público infantil tem apresentado crescimento na indústria infantil. Produtos produzidos a partir de materiais ecológicos e com métodos que minimizam o uso de químicos ganham espaço no mercado.

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